Porque é importante vacinar o seu cão ou Gato?

Para o seu Cão

 

Contra o que vacinamos?

  • Doenças infeciosas
  • Parvovírus canino (Parvovirose)
  • Adenovírus (hepatite canina)
  • Vírus da parainfluenza canina
  • Vírus da esgana canina
  • Leptospira (bactéria, leptospirose canina)
  • Raiva

Como deve ser o protocolo vacinal?

  • Início: 8 semanas (Raiva: > 12 semanas)
  • Reforço vacinal a cada 2-4 semanas até às 16 semanas de idade (exceto Raiva)
  • Reforço ao ano de idade
  • Revacinação anual (Raiva: trianual)
 

Para o seu Gato

Contra o que vacinamos?

  • Parvovírus felino (panleucopenia)
  • Herpesvírus felino
  • Calicvírus felino

Como deve ser o protocolo vacinal?

  • Início: 8 semanas
  • Reforço vacinal a cada 2-4 semanas até às 16 semanas de idade
  • Reforço ao ano de idade
  • Revacinação anual ou trianual
  Bibliografia
  • Diretrizes WSAVA para o Vaccionamento de Cães e Gatos (2015)
   

  FIV e FeLV – O que fazer se o meu gato apresentar estas doenças? 

As doenças causadas pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV), muitas vezes apelidada de “sida dos gatos”, e pelo vírus da leucemia felina (FeLV) são das patologias víricas mais comuns em gatos.Gatos machos, não castrados, com acesso ao exterior e/ou com mais de 6 meses de idade apresentam maior predisposição para contrair os vírus mencionados.

FeLV

  • Transmissão:

    • A transmissão pode ocorrer através das fezes, leite, urina e saliva, o que significa que gatos que façam grooming mútuo e partilhem a mesma tigela de água e comida com animais infetados apresentem maior risco de infeção.
  • Sinais clínicos mais comuns:

    • Gatos FeLV-positivos podem apresentar imunossupressão (maior probabilidade de adquirir doenças infecciosas), anemia e até mesmo vir a desenvolver linfoma, um tumor maligno das células do sangue.

IVF

  • Transmissão:

    • O vírus transmite-se especialmente através de mordidas (saliva <-> sangue), pelo que gatos que lutem frequentemente tenham maior probabilidade de contrair a infeção.
  • Sinais clínicos mais comuns:

    • Gatos FIV-positivos podem nunca vir a apresentar sinais clínicos, contudo, como esta doença causa imunodeficiência, pode causar infeções secundárias. Manifestações típicas da doença são a gengivoestomatite crónica, a rinite crónica, o aumento dos gânglios linfáticos e a perda de peso.

Recomendações para os tutores com um gato FIV e/ou FeLV positivo:

  • Manter animais infetados dentro de casa para evitar tanto a disseminação do vírus para gatinhos não infetados como para prevenir que o seu gato possa contrair uma doença infeciosa.
  • Esterilização.
  • O FeLV dissemina-se entre gatos amigáveis, por isso deve ser evitado o contacto entre gatos infetados e não infetados. Se forem coabitantes em que seja impossível a separação física, é importante vacinar contra o FeLV o gato não infetado. Já o FIV dissemina-se por gatos não amigáveis (ex: através de lutas) e por isso a transmissão é pouco provável em casas onde os gatos infetados e não infetados apresentam uma relação estável e sociável uns com os outros. A vacinação contra o FIV é, ainda, controversa.
  • Fornecer uma dieta de boa qualidade.
  • Evitar dar comida crua, ovos e/ou leite não pasteurizado pois podem ser fonte de bactérias e parasitas.
  • Monitorizar o estado de saúde e comportamento do seu gato.

Deve contactar o seu veterinário caso apresente algum dos aspetos seguintes:

  1. Alteração de interação social com os tutores e/ou animais coabitantes;
  2. Alteração do nível de atividade e hábitos de dormir;
  3. Alteração no consumo de água e/ou comida;
  4. Alteração repentina do peso corporal;
  5. Mau hálito.
 Para qualquer dúvida adicional, não hesite em contactar-nos. Se tiver interesse em saber mais acerca das doenças abordadas, consulte a bibliografia deste conteúdo. 

               Bibliografia

  • Levy J et al (2008) “Diretrizes de gestão de retrovírus felino da American Association of Feline Practitioners de 2008” no Journal of Feline Medicine and Surgery , vol. 10 (3), 300-316
  • Little S (2012) “Doenças Infecciosas” em The Cat , 1º Ed, Elsevier Saunders, 1048-1061
  •  Lutz H et al (2009) “imunodeficiência felina. Diretrizes do ABCD sobre prevenção e manejo ” no Journal of Feline Medicine and Surgery , vol 11 (7), 575-584
  •  Lutz H et al (2009) “leucemia felina. Diretrizes do ABCD sobre prevenção e manejo ” no Journal of Feline Medicine and Surgery , vol 11 (7), 565-574